Resenha: Química Perfeita | Simone Eikeles


Título: Química Perfeita
Autor: Simone Eikeles
Editora: Underworld
Número de páginas: 307
Classificação: ★★★★★ 

Sinopse: Os garotos do instituto Fairfiel, do subúrbio de Chicago, sabem que South Side e North Side não se misturam. Assim, quando a líder de torcida Brittany Ellis e o marginal Alex Fuentes são obrigados a trabalhar juntos como parceiros de laboratório na aula de química, os resultados prometem ser explosivos. Mas nenhum deles estava pronto para a reação química mais surpreendente de todas: O amor. Poderão romper os preconceitos e estereótipos que os separam?

Resenha

Química Perfeita é um daqueles livros que você acha que já sabe o final. Você realmente pensa que sabe o que vai acontecer, porque tem a sensação de já ter visto aquela sinopse em algum lugar. É leve, divertido, porém com um toque de dramas familiares e pessoais, ingredientes que não podem faltar em um New Adult. Como eu já havia dito em uma resenha de um outro livro da Simone, Química Perfeita foi um dos primeiros NA lançados no Brasil, quando esse gênero ainda era pouco conhecido por aqui, embora a maioria das pessoas dê o mérito de precursor a Belo Desastre, o que discordo facilmente, já que o primeiro é de 2008 enquanto o segundo, de 2011.

Aqui, conhecemos Brittany Ellis e Alex Fuentes, dois jovens de mundos completamente diferentes. Ela, a típica líder de torcida e namorada do capitão da equipe de futebol da escola. Loira e linda, é considerada perfeita por todos e obviamente, alvo de inveja de muitas.
   Enquanto caminho na direção do meu carro, vou mordendo o muffin, distraída. (...) É de banana com nozes... E as bananas passaram do ponto. É, esse muffin está bem parecido comigo: por fora, aparentemente perfeita... Mas, por dentro, um verdadeiro mingau.
   Ele, humilde, de uma família mexicana e membro de uma gangue violenta, chamada Sangue Latino. Totalmente o oposto de Brittany, Alex tem uma péssima reputação por conta das encrencas em que se mete constantemente, além de colocar terror por onde passa. 
 Os caras esperam que eu seja durão e frio, um membro de gangue... E é isso que dou a eles. Inventei um espetáculo infernal, para o mundo exterior... Tão infernal, que às vezes até eu me surpreendo.

   Tudo parece seguir como deve ser no Colégio Fairfiel e  Brittany decide que seu último ano seria perfeito,  até a professora de química escolher seu parceiro para um projeto: o mexicano bad boy e tatuado. Contrariando a vontade de ambos e as diferenças sociais, sentimentos vêm à tona e eles precisam escolher entre fugir ou lutar por isso. 

 "Desde quando você resolveu a se preocupar com as regras do colégio?" "Desde que você virou a minha parceira de Química. Fora daqui, você é dele...  Em Química, você é minha."

   Este livro tem tudo o que eu já estava cansada de ler em outros NA, mas me conquistou de um jeito quase inexplicável. Talvez pela escrita mais uma vez maravilhosa da Simone, onde temos a perspectiva tanto de Brittany, quanto de Alex. Talvez pela forma como ela conduziu a história. De início, temos a impressão de ser só mais um livro onde os protagonistas estereotipados e opostos um do outro se atraem e ponto final. Mas em certo momento, a narrativa deixa de ser apenas descontraída e passa a abordar temas complexos e polêmicos, o que faz com que os dramas apresentados sejam muito reais. Devo enfatizar também, que o linguajar adotado pela autora é bem explícito e ainda assim, não torna nada vulgar, só nos faz mergulhar ainda mais no ambiente da trama.
   Sobre os personagens, não preciso dizer muito, apenas que foram muito bem construídos, muito bem desenvolvidos. Atenção especial para Shelley, irmã mais velha de Brittany. Eu realmente amei esse livro, toda a emoção que ele me proporcionou, além de ser muito divertido. 

   Química Perfeita nos dá aquela velha lição, mostrando que as aparências enganam e nem todas as pessoas são o que parecem ser. Leitura obrigatória para os fãs de New Adult.

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2 comentários:

  1. Não consegui gostar do livro justamente por encontrar nele todos os elementos que já li em tantos outros. Tem lá seus pontos positivos, seu diferencial, mas não consegui gostar tanto do livro. Acho que se tivesse lido ele assim que foi lançado aqui teria gostado bastante.
    Beijos.

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    Respostas
    1. Sim, Dany. Acredito que, quem está acostumado a ler NA, vai achar este mais do mesmo. Ele não teve o reconhecimento merecido, na minha opinião.
      Beijos!

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