Resenha: O Legado Folclórico - Prata, Terra e Lua Cheia | Felipe Castilho


TítuloPrata, Terra e Lua Cheia
Autor: Felipe Castilho
EditoraEditora Gutenberg
Número de páginas: 270 
Classificação: 
Sinopse : 
Acostumado a aventuras em games, ele terá de vencer perigos e desafios no mundo real. Nesse jogo de sobrevivência, porém, não há segunda chance.
Centenas de anos atrás, um embate sangrento entre nativos e invasores brancos armados até os dentes marcou a disputa por uma região no nordeste brasileiro. Para pôr fim à luta impiedosa, o Grande Caipora e a Iara, a senhora das águas, fizeram com que aquele pedaço de terra se descolasse do continente e passasse a vagar pelos rios do país, criando a lendária e mágica ilha flutuante de Anistia.
Séculos depois, Anderson Coelho, o herói pré-adolescente da série O Legado Folclórico, descobre não apenas a localização da ilha, mas consegue adentrá-la e participar da grande competição entre organizações secretas que acontece periodicamente. Passa, então, a conhecer os segredos de Anistia, a saber sobre os sonhos que separam os vivos dos mortos, e a perceber a influência que os poderosos exercem sobre o povo. Porém, é tempo de lua cheia e ele terá de lidar com problemas que surgirão com ela e que ele nem suspeitava existirem.
Prata, Terra & Lua Cheia, a continuação de Ouro, Fogo & Megabytes, é o segundo volume da série que une com ineditismo a atmosfera geek com releituras nada convencionais dos mitos e das lendas do folclore nacional.

                                                             – Resenha –

Já que o livro é cheio de brasilidades, vou começar a resenha com um ditado famoso: "o que começa errado, não tem como terminar certo". E é exatamente isso que vamos ver nessa parte da história. Isso, porque nosso amigo Anderson está de volta e é convidado para participar de um fórum na ilha mágica de Anistia, junto com o pessoal da Organização. 
O problema é que eles resolvem fazer o convite escondido do Patrão, que do alto da sua sabedoria e desconfiança, tinha determinado que o menino ficasse bem quietinho na pequena cidade de Rastelinho. É, amiguinhos, nunca desobedeçam uma determinação do Patrão, ok? Ele sabe do que está falando!

Dessa vez - e como o próprio nome do livro sugere - o foco do livro são os lobisomens, uma figura recorrente no folclore de diversas culturas mundo afora. E é uma das coisas mais interessantes a forma como o Felipe nos apresenta as diferenças entre o lobisomem brasileiro e o clássico monstro dos filmes de terror. 

E eu não posso deixar de pontuar a presença de um dos personagens mais adoráveis que eu já tive o prazer de ler: Dodô. "Bonito, exótico!"

Wagner Rios continua ocupando o papel de vilão principal, embora dessa vez ele fique até em segundo plano, mas começamos a conhecer um pouco mais sobre ele e seu passado intrigante. 

E mais uma vez, entre as linhas de uma história divertida e envolvente, temas importantes sobre ecologia e o repeito à cultura indígena são trazidos à discussão. 

O que eu tenho para dizer sobre esse livro é simples: LEIAM! <3

Recomendo !

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