Resenha: Prince of Thorns #1 | Mark Lawrence

Prince of Thorns
Título: Prince of Thorns

Autor: Mark Lawrence
Editora: DarkSide
Numero de paginas: 355
Classificação: 
Sinopse: As estradas do Império Destruído. Um cenário abandonado há milênios pelos enigmáticos Construtores. É nessa nova era medieval que o Príncipe Honório Jorg Ancrath se vê obrigado a amadurecer para saciar seu desejo de vingança e poder.
Jorg testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, ainda criança. Jogado à própria sorte em um arbusto de roseira brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. Quatro anos depois, o Príncipe dos Espinhos lidera uma irmandade de assassinos. E sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.




                                                             Resenha

Pela primeira vez não sei por onde começar. Ironicamente, a resposta correta é pelo começo. Então sendo assim, vamos nessa. "Prince of Thorns" se trata de uma literatura sombria em meio ao mundo medieval (apesar de que, à primeira vista, achei que se tratasse de uma fantasia, dada a quantidade de castelos e conquistas citadas), e Mark Lawrence conseguiu um feito e tanto nesse romance de estréia: desenvolver com maestria os assuntos referentes a mente humana. A religião "base" do livro se divide tanto entre o catolicismo como o misticismo, o que na minha opinião, reserva aos leitores um choque cultural delicioso.

E quando pensei que não poderia ficar ainda melhor, fui deliciosamente surpreendida: Príncipe Honório Jorg Ancrath. Um garoto que durante um passeio de carruagem com sua mãe e irmão tem sua vida completamente transformada. Sua mãe foi estuprada e morta. Seu irmão brutalmente assassinado. E ele teve a "sorte" de ser jogado no meio de um arbusto de roseira-brava, que ao tentar se soltar, apenas lhe machucava ainda mais: tanto o corpo quanto a alma. Está última servindo de impulso para suas ações tardias.


"Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele que todos os peões são seus amigos. Diga que ambos os bispos são santos. Faça-o lembrar de dias felizes à sombra das torres. Deixe-o amar sua rainha. Veja-o perder tudo."


Pra vocês terem noção, bem no início do livro, há um diálogo entre nosso protagonista e um homem a beira da morte. Este pobre moribundo lhe dá 15 primaveras de idade, e Jorg pensa "errou por um par de anos". Com tudo o que li (lembrando que ainda me refiro ao começo do livro!), achei que o príncipe teria seus 17. E errei feio. Honório Jorg Ancrath tem nada mais, nada menos que 13 anos de idade. É líder de uma irmandade. Príncipe dos Espinhos. Herdeiro do trono. E dono de uma sede de vingança que só será saciada após ver derramando o sangue de seus inimigos. Com uma psiquê avançada para a idade, Jorg é o tipo de personagem que vai conquistar ou seu vénus ou seu marte, por completo. E novamente, o autor está de parabéns por conseguir desenvolver um personagem dessa maneira.

Pra finalizar, deixo as seguintes informações: o livro é narrado por Jorg e pela visão que ele tem de cada um dos personagens citados, intercalando entre sua situação atual e alguns flashbacks, que levam até seu ponto atual. Antes de alguns capítulos, há uma passagem descrevendo um de seus companheiros de irmandade, com um toque especial de humor negro que me cativou imensamente (tenho problemas, sei disso). E claro, uma capa magnífica, assim como todos livros da editora.

Deixa vocês com um beijo da tão amada caveira, e um pedido solene: Se você for fã de Stephen King, leia esta obra maravilhosa.

                                                      Até a próxima resenha. 💀❤

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