Crítica | Rogue One : Uma História Star Wars

Título :Rogue One: Uma história Star Wars |Rogue One : A Star Wars Story
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz , Tony Gilroy
Elenco: Felicity Jones , Diego Luna , Riz Ahmed , Ben Mendelsohn , Mads Mikkelsen , Alan Tudyk , Donnie Yen 
Classificação :
Sinopse: Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO


                                          Resenha

O universo de Star Wars está de volta de uma forma não imaginada. Não, esse não é o episódio VIII e praticamente nenhum personagem principal da saga está presente, isso porque trata-se do primeiro spin-off em live action dessa série de filmes. Se houvesse uma numeração para Rogue One este certamente seria o filme 3,5. Este vem com o objetivo de fechar algumas lacunas que ficaram entre o Episódio III – A Vingança dos Sith(2005) e o Episódio IV – Uma Nova Esperança (1977). Na trama, Jyn Erso (vivida por Felicity Jones) consegue fugir quando o Império resolve “reativar” seu pai, Galen Erson (Ben Mendelsohn) para suas funções originais e obriga-o a fazer uma arma com uma devastadora potência bélica, capaz de destruir planetas inteiros. Se para você essa descrição soou familiar ... bom, você não está equivocado. Esta arma é a Estrela da Morte. Jyn então, sozinha, cresce e se torna uma fora da lei até que é resgatada pela aliança rebelde para realizar uma tarefa especificada por eles.

É preciso ressaltar, nunca um filme foi tão fiel a Star Wars sendo tão diferente. Rogue One é uma verdadeira chuva de “fan service”, não só parece como foi sim feito para os fãs. Tem tantas referências às duas trilogias (muito mais a primeira do que a segunda), jogos e desenhos (como Star Wars Rebels), que seria preciso assisti-la inúmeras vezes para perceber todas (ou pelo menos a maioria). Para citar alguns, tem o leite de Bantha, a frase clássica dita em todos os filmes (“Eu tenho um mau pressentimento sobre isso”), o nome de Jy Erson (referência da Jan Ors, de Star Wars: Dark Forces), ou até mesmo o próprio nome da equipe, que deu origem ao esquadrão Rogue, sendo “Rogue One” seu principal piloto. E apesar de tudo isso, temos Stromtroopers pretos (conhecidos com Death Troopers), vilões que vestem branco, batalhas feitas na praia e nenhum Jedi. Não, você não leu errado, não tem NENHUM JEDI nesse filme.

O roteiro e a direção são muito acertados aqui. Quase não tem furos gritantes, mas diferente do que havia sido mostrado nos trailers, Rogue One não é um filme sobre rebeldia e planejamento da aliança rebelde para conseguir os planos da Estrela da Morte e sim um filme sobre guerra. Isso gera um problema causado unicamente por uma coisa chamada Edição. Temos aqui uma protagonista feminina que, teoricamente, seria o rosto da rebelião. Jyn foi ”vendida” como a filha do criador de uma arma que se rebela contra o império e se junta a aliança para combate-lo, mas não é bem isso que acontece. Muitas das cenas importantes mostradas na divulgação sequer estão no filme, tornando Jyn - antes o retrato do que é ser um rebelde - apenas como o meio condutor para que o enredo funcione. Isso não traz nenhum demérito ao que foi criado, mas se torna um ponto negativo.

Falando no elenco, o esquadrão Rogue One é um dos pontos mais fortes do filme. Todos eles funcionam, todos tem uma história por trás de suas ações e isso os torna críveis. Aparentemente a fórmula Star Wars sempre inclui um robô que vem junto com um alívio cômico, e aqui temos o droid K2-SO que faz bem o seu papel. A trilha sonora é muito presente, como em todos os filmes, mas as vezes destoava um pouco, principalmente no início, do meio para o fim é inegavelmente triunfante. Mas a pergunta que não quer calar: E Darth Vader? Se você viu os trailers já sabe que ele está no filme. Bem... tem momentos importantes, mas A MELHOR CENA DO FILME é dele. Sem Mais!

Rogue One é um dos melhores blockbusters do ano, tem todas as características de Star Wars, mesmo com a falta de alguns elementos. Foi um enorme presente para os que gosta da saga, embora quem nunca tenha visto, acompanho ou ouvido falar dela (existe essa pessoa?) consiga entender o enredo, mas talvez tenha o efeito reverso, ao invés de trazer a conclusão, traga mais dúvidas. Se esse é o seu caso, sugiro que assista o Episódio IV. É um excelente filme para reviver a nostalgia da primeira trilogia e sair da sala anestesiado com o deleite dessa grata surpresa.


Que a Força Esteja Com Você!

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