Resenha: Os Anjos do Tempo | Kevin J. Anderson, Neil Peart

Título: Os Anjos do Tempo
Autor:  Kevin J. Anderson, Neil Peart
Editora: Belas Letras
Número de páginas: 304
Classificação:
Sinopse: No mundo do jovem Owen Hardy, tudo tem sua hora para acontecer. Ele vive em uma sociedade aparentemente perfeita, graças à administração precisa do Relojoeiro. A vida segue um roteiro cuidadosamente planejado para que nada afete a estabilidade conquistada depois de anos de guerras. Até o dia em que, pela primeira vez, um imprevisto acontece e Owen se vê abandonando sua terra natal para viver uma grande – e imprevisível – aventura, entre civilizações perdidas, piratas, anarquistas e alquimistas.

Os Anjos do Tempo é uma história de ficção científica escrita pelo mestre do gênero steampunk Kevin J. Anderson, inspirada nas músicas da lendária banda de rock Rush, em parceria com o compositor e baterista Neil Peart. Uma fábula “nostálgica, estranha e encantadora”, ilustrada pelo premiado designer Hugh Syme, sobre a beleza que há na luta entre a ordem e o caos, entre a realidade e o sonho.


                                                – Resenha –


“O melhor ponto de partida para uma aventura é uma vida perfeita e tranquila… e alguém que percebe que isso não é o suficiente.”

Os Anjos do Tempo é uma distopia steampunk que muito me interessou, pois amo distopias e acho incrível o universo steampunk! O livro foi escrito por Kevin J. Anderson, considerado um mestre no gênero, e Neil Peart, compositor/baterista da banda Rush.

“Porque nós acreditamos, filho. E você aprendeu a acreditar nisso. Cada coisa tem seu lugar, e cada lugar tem suas coisas.”

O narrativa mostra o mundo de Owen Hardy, um menino que está prestes a virar adulto, e deve(ria) seguir cegamente tudo o que foi programado para ele, pelo líder chamado Relojoeiro. O Relojoeiro controla simplesmente tudo: até mesmo quando vai chover. Todos os dias chega um comunicado com o horário em que a chuva vai cair, e ela cai exatamente naquele horário MESMO.
Todos devem seguir o cronograma determinado, na escola não há discussões, a ignorância é considerada uma bênção. O Relojoeiro usa o símbolo de uma abelha, pois considera as abelhas animais perfeitos, que entendem a perfeição das formas geométricas e da organização como ninguém.

“Partindo de um caos aparente, elas criavam não apenas a ordem, mas também a beleza. As abelhas entendiam a perfeição da geometria. Elas criavam algo útil, que por acaso também era belo.”

Obviamente, se temos um líder todo organizado, tem que ter o contraposto, que é o Anarquista: ele sempre está tentando bagunçar o cronograma e mostrar que podemos SIM ter liberdade, decidir fazer o que quisermos, na hora que quisermos e como quisermos.
Owen, nosso personagem principal, certo dia decide fugir de seu cronograma. O Anarquista e o Relojoeiro se interessam pelo menino, para usá-lo de exemplo: enquanto um quer mostrar como é legal ter a liberdade de escolha, o outro quer mostrar o que houve de ruim enquanto Owen escolhia o que lhe dava na telha.

“Você não pode consertar todo mundo. Vire de costas e vá embora. Se você ficar irritado por tempo demais, isso lhe consumirá por dentro como um veneno.”

A escrita de Anderson e Peart é cheia de detalhes e há personagens muito legais, com personalidade interessante: artistas circenses, uma cigana androide, um cachorro androide, piratas... Depois que acabei o livro, descobri que é baseado em letras de música do Rush. Confesso que não gosto da banda, mas no geral eu gostei do livro. O que me incomodou muito foram os capítulos enormes e bem descritivos, tornando a leitura super arrastada. Eu finalizei o livro mais por curiosidade, pois gostaria de saber o que houve com Owen, do que por estar mesmo curtindo a escrita.

“Se um homem tem uma vida perfeita mas não pode tomar suas próprias decisões, então de que adianta viver?”

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