Resenha: Suzy e as águas-vivas | Ali Benjamin

Título: Suzy e as águas-vivas
Autor:  Ali Benjamin
Editora: Verus
Número de páginas: 223
Classificação: 
Sinopse: Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.
Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado.
Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo... sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava.
Este romance dolorosamente sensível explora o momento crucial na vida de cada um de nós, quando percebemos pela primeira vez que nem todas as histórias têm final feliz... mas que novas aventuras estão esperando para florescer, às vezes bem à nossa frente. 


                                                – Resenha –


“É interessante como não-palavras podem ser melhores do que palavras. O silêncio pode dizer mais do que o barulho, da mesma maneira que a ausência de uma pessoa pode ocupar ainda mais espaço do que sua presença ocupava.”

Suzy é uma menininha de 12 anos que é super inteligente e curiosa. Ela acredita que tudo tem que ter um porquê, e não se deixa levar por explicações simples. Certo dia, sua mãe aparece contando-lhe que sua melhor amiga morreu afogada. ‘Mas Franny sabia nadar, como assim?!’ — Suzy simplesmente não se conforma com isso e desenvolve uma teoria de que sua amiga foi picada por uma água-viva. (aliás, a gente descobre um monte de coisas legais sobre águas-vivas)


Ali Benjamin foi maravilhosamente sensível para escrever este livro. Tem uma linguagem simples e fácil, e a escrita é leve apesar do assunto não ser tão leve assim. A gente morre de vontade de pegar Suzy no colo e ficar consolando.

“Talvez, em vez de nos sentirmos como um grão de poeira, possamos lembrar que todas as criaturas nesta Terra são feitas de pó de estrelas. E nós somos as únicas criaturas que sabem disso.”

Os capítulos são intercalados entre: momentos de Suzy com sua melhor amiga e momentos de Suzy vivendo agora sem Franny. E é muito legal ver como os outros personagens aparecem: mãe, pai, irmão, professores, amigos. Suzy dá atenção a todos eles, apesar de ficar numa “greve de fala”. Você consegue sentir todo o amor que ela sente, mas não expressa. Aliás, você sente também o amor dos outros personagens.

“Os seres humanos podem ser os mais novos habitantes deste planeta. Nós podemos ser muito frágeis. Mas também somos os únicos que podem decidir mudar.”

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