Crítica | O Chamado 3 (Rings) - 2017

Título: O Chamado 3 (Rings)
Gênero: Drama, Terror
Diretor: F. Javier Gutiérrez
Roteiro: Jacob Estes, Akiva Goldsman, David Loucka
Elenco: Bonnie Morgan, Aimee Teegarden, Lizzie Brocheré, Johnny Galecki
Distribuidora: Paramount
Data de Lançamento: 02 de fevereiro de 2017
Duração: 1h 42min.
Classificação: 14 anos
Nota do Crítico: Nenhum texto alternativo automático disponível. (2/5)
Sinopse: Julia (Matilda Anna Ingrid Lutz) fica preocupada quando seu namorado, Holt (Alex Roe), começa a explorar a lenda urbana sobre um vídeo misterioso. Lenda esta que diz que quem assiste morre depois de sete dias. Ela se sacrifica para salvar seu namorado e acaba fazendo uma descoberta terrível: há um "filme dentro do filme" que ninguém nunca viu antes.



Crítica

O filme de terror popular que ainda tem nome para vender.


O filme O Chamado (2002), fez tanto sucesso com sua premissa inicial, que ganhou uma sequência, O Chamado 2 (2005), e agora depois de doze anos eis que surge O Chamado 3 (2017), causando nostalgia aos fãs e conhecedores da franquia.


Nessa terceira sequência, acompanhamos o casal Julia (Matilda Lutz) e Holt (Alex Hoe), que não empolgam. Os dois após participarem de um experimento realizado pelo professor de biologia (Johnny Galecki), se veem presos a desvendar o passado de Samara (Bonnie Morgan) a partir do momento em que o experimento começa a mudar drasticamente.

Samara desenvolveu novos poderes e consegue matar sem precisar sair de uma tela de TV? Ela ganhou ajuda de uma Senhora Morte como nos filmes Premonição (Final Destination)? Ou seria simplesmente o acaso do destino, que infelizmente mata as pessoas que poderiam ajudar Julia a solucionar os enigmas de suas visões? Bom, independente do que seja, os acontecimentos se faz necessário para deixar o espectador preso junto a personagem, o desafiando a adivinhar o desfecho final.

Com a tecnologia afiada dos dias atuais, como resgatar uma entidade que se manifesta através de videocassetes (VHS) e por telefone fixo, duas coisas datadas e que ninguém usa mais. Esse é o desafio jogado para o terceiro filme da franquia, em que o roteiro passa pelas mãos de três roteiristas, que até exploram uma solução moderna, porém, seguida de uma história fraca, cheia de enigmas e com personagens que não se desenvolvem, que estão à deriva e apenas cumprindo seus papeis para dar seguimento a história.

O diretor espanhol e estreante em Hollywood, F. Javier Gutiérrez, por sua vez não deixa a desejar. Se apropriando da ideia e do conceito de modernização, Gutiérrez consegue seguir os parâmetros necessários que um filme do gênero de terror, ao menos, deve ter.

O filme é repleto de movimentos de câmeras e utiliza bastante a técnica em que planos, ações e os movimentos de câmeras trabalham em conjunto de uma só vez, em uma só tomada. O som do filme é excelente, e usa bastante o método genérico de dar de sustos, em que a trilha e o suspense da personagem preparam o espectador para aquele som elevado que o faz dar um leve pulo da poltrona, pode ser um grito, um tiro, ou até mesmo uma simples batida na porta.

As cores do filme são em um tom esverdeado e sempre escuro. O filme todo é assim e causa uma sensação de angustia e suspense durante todo os 102min. Lembra muito o filme Matrix, em que várias cenas possuem o tom verde. Deve ser por isso que funciona tão bem em o Chamado 3, pois essa cor verde casa bem com esse aspecto digital proposto pelo filme, assim como no universo da matrix.

O Chamado em si deve tomar cuidado para não cair na autoparódia, pois o final de sua terceira sequencia deixa uma suspeita no ar, que pode leva-lo a virar um Pânico (Scream) ou até mesmo um Brinquedo Assassino (Child's Play). No mais é um filme que deveria ter ficado só no primeiro, mas seu sucesso inicial o fez cair na graça popular, como por exemplo os filmes de A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street) ou o próprio Sexta-Feira 13 (Friday the 13th). Se alguém discorda quanto ao possível sucesso de mais continuações de O Chamado, o filme Atividade-Paranormal (Paranormal Activity) está aí para mostrar o que um bom marketing pode fazer.

Na falta de um terror para assistir, seja em casa ou nos cinemas, porque não O Chamado 3? E parafraseando uma dita fala do filme “Só porque você teve uma visão, não significa que você vai entendê-la”, Só porque um filme teve uma crítica desempolgante, não significa que você não deva assisti-lo.

                                                                                     Por: Matheus Santana

0 comentários:

Deixe seu comentário