Resenha: Lobos de Calla - A Torre Negra #5 | Stephen King

Título: Mago e Vidro - A Torre Negra #5
Autor:  Stephen King
Editora: Objetiva
Número de páginas: 744
Classificação: 
Sinopse: Depois de escapar das perigosas entranhas de Blaine, o monotrilho desgovernado, e das garras do vingativo feiticeiro Randall Flagg, Roland e seu Ka-tet retomam o caminho do Feixe de Luz que conduz à Torre Negra, centro de todo tempo e todo espaço.
Nas fronteiras do Mundo Médio, o grupo de pistoleiros é abordado por um assustado grupo de representantes da cidade de Calla Bryn Sturgis. Dali a menos de um mês, Calla será atacada pelos Lobos - cavaleiros mascarados que surgem uma vez a cada geração, para roubar metade das crianças da cidade e devolvê-las semanas depois, física e mentalmente incapacitadas.
Enquanto isso, na Nova York de 1977, a Corporação Sombra planeja atacar o terreno baldio na esquina da Segunda Avenida com a Rua Quarenta e Seis onde floresce uma rosa - na verdade a Rosa, manifestação da Torre Negra no mundo atual.
Como Roland e seus amigos poderão ao mesmo tempo salvar a Rosa e combater os Lobos? Somente com a ajuda do Treze Preto, o mais poderoso dos Globos do Mago, na verdade o próprio olho do Rei Rubro. Mas, para alvar o mundo do caos, os pistoleiros terão de aprender a confiar nesse objeto sinistro e traiçoeiro...
Inspirada no universo imaginário de J.R.R. Tolkien e no poema épico do século XIX "Childe Roland à Torre Negra Chegou", A Torre Negra mistura ficção científica, fantasia e terror numa narrativa que forma um verdadeiro mosaico da cultura popular contemporânea.



                                                – Resenha –



“ — Você acha que o mundo vai terminar em fogo ou gelo, pistoleiro? Roland pensou — Em nenhuma dessas duas coisas — acabou por dizer. — Acho que em escuridão.”
E agora passamos da metade da jornada para A Torre Negra!!! Para ler as outras resenhas, só clicar: O Pistoleiro — A Torre Negra #1, A Escolha dos Três — A Torre Negra #2, As Terras Devastadas — A Torre Negra #3, Mago e Vidro — A Torre Negra #4.
“Cabeça clara. Boca fechada. Veja muito. Fale pouco.”
Acho que é nesse livro que a gente começa a se sentir mais próximo da Torre Negra. No volume anterior, o ‘clima’ da Torre Negra começa a ter mais destaque, e neste aqui já tomou conta. Agora, Roland e seu ka-tet chegam em Calla, uma cidade que realmente não dá pra entender se está no passado, no presente, no futuro, no nosso mundo ou n’outro. E não, não digo isso como se fosse ruim, pois achei super interessante o modo que King coloca a cidade ali, com seus problemas e seus cidadãos todos.
Como no anterior, Lobos de Calla tem uma grande história, com uma preparação imensa até chegar na ação. Só que em Mago e Vidro o foco é o passado, e em Lobos de Calla temos foco no presente, e na evolução dos personagens do ka-tet.
“Minha busca, a busca de meu ka-tet, é a Torre Negra, père. Não é salvar este mundo em que estamos, nem mesmo este universo, mas todos os universos. Toda a existência.”
Algo que me conquistou nessa série foi isso: a evolução dos personagens. Lembro como achei Eddie tão bobão, e agora gosto bastante dele. Jake, era tão criança, agora parece que tem a idade dos outros membros do grupo. O próprio Roland já mudou muito. Susannah acho que é uma personagem que merece muito destaque e devemos falar dela à parte, pois são muitas personalidades juntas numa só mulher. Aliás, o próximo volume chama-se “Canção de Susannah”, né? Estou ansiosa para começar a leitura dele!
Creio eu que outro destaque d’Os lobos de Calla são as ‘coincidências’ do ka. Na cidade de Calla temos um padre chamado Callahan e ele, veja só, é também de NY. King fica bastante tempo nos mostrando a história dele, e daria pra fazer até uma nova série só com isso!
“A sensação de que combateria aquela batalha ou outras iguais repetidas vezes por toda a eternidade, perdendo um dedo para as lagostrosidades aqui, talvez um olho para uma bruxa velha inteligente ali, e após cada batalha sentiria a Torre Negra um pouco mais distante, em vez de um pouco mais perto.”
Por não querer estragar sua experiência de leitura, não darei quase nenhum detalhe sobre a experiência que o ka-tet passa nessa cidade de Calla. Só pra atiçar a curiosidade: a cidade é estranha, de tempos em tempos há lobos que atacam-na, levando crianças saudáveis e devolvendo-as com problemas psicológicos e físicos. E todas essas crianças são irmãos gêmeos.
“Eu sou o que ka, o Rei e a Torre fizeram de mim. Todos somos. Fomos apanhados.”



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