Crítica| Amityville: O Despertar

Título : Amityville: O Despertar

Direção: Franck Khalfoun
Elenco: Jennifer Jason Leigh, Bella Thorne, Jennifer Morrison e Cameron Monaghan.
Gênero: Terror
Nacionalidade: EUA.
Sinopse: Uma jovem jornalista decide fazer uma reportagem para revelar todos os acontecimentos de Amityville, desde 1976. Ela chega ao local acompanhada de padres, outros jornalistas e de investigadores de atividades paranormais. No entanto, os fenômenos de antigamente voltam a acontecer.


                            Crítica

Preciso antes de mais nada apontar ao meu leitor(a) duas curiosidades que são relevantes: A primeira é que por razões que apenas responsáveis do estúdio devem saber a razão desse filme ter tido sua estréia adiada várias vezes, pra terem uma idéia ao que parece era pra ter saído em janeiro de 2012!!!! É eu sei, estamos em 2017. A segunda é que ao longo dos anos o roteiro do filme se modificou do oficial apresentado.

Dito isso vamos ao que interessa, temos uma família se mudando para uma nova casa onde a comunicação entre a mãe(Jennifer Leigh) e sua rebelde-só-usa-preto Bele (Bela Thorne) simplesmente não acontece( nada novo sob o Sol), uma fofura de criança para entreter os corações mais sensíveis e um irmão em estado vegetativo que precisa de cuidados médicos 24h por dia. E partir daí a jovem incompreendida Bele inicia os estudos numa escola nova e sendo the new girl* logo faz amizade com um casal de amigos que a coloca a par da lenda urbana em volta do seu novo lar e partir daí que se inicia o “terror”.

É um filme bem mediano, não é assustador nem trás para o público algo de novo ou diferente ao gênero do terror que tanto necessita. Mas destaco a atuação da Jennifer Leight na pele dessa mãe solo, de três filhos numa situação bastante dramática e sem alterar a voz ou com movimentos bruscos, são seus gestos e olhar  que traduzem bem a solidão e medo da personagem em ter que dar conta de tudo aquilo. Ela é a melhor e única coisa realmente boa no filme todo, tem uma ou duas cenas engraçadas com tiradas rápidas protagonizadas pelo Thomas Mann( Eu, Você e a Garota que Vai Morrer- 2015 filmão super recomendo) um dos recém amigos que Bele acabou de fazer, garoto que parece saber de toda a história por trás da casa eles tem uma cena maravilhosa envolvendo metalinguagem que eu achei bem boa!

Se o roteiro tivesse sido todo construído assim teria sido bem melhor isso nem está em discussão mas esses foram bons porém breves no filme.

Para não desanimar de todo quem me lê tem um plot twist que realmente surpreende mas nem ele salva o filme de ser aquilo que ele é, mais do mesmo e muito provavelmente esquecível.



                                     Por: Ana Paula dos Santos

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