Crítica | Pai em Dose Dupla 2



Título: Pai em dose dupla
Direção: Sean Anders
Roteiro: Sean Anders e John Morris
Elenco:  Will Ferrell, Mark Wahlberg, Linda Cardellini, John Cena, John Lithgow e Mel Gibson
Sinopse:  Após vencerem suas diferenças e tornarem-se amigos, Brad (Will Ferrell) e Dusty (Mark Wahlberg) terão que enfrentar a aparição repentina de seus pais (John Lithgow e Mel Gibson) para viverem um Natal bem diferente com direito a problemas, revelações e muitas risadas.
Classificação: Nenhum texto alternativo automático disponível.

Resenha


Uma sequência que deu (muito) certo

É sempre um desafio para uma produção cinematográfica dar continuidade a um filme. Independente do gênero, sequenciar uma história pode ser um caminho sem volta para o fracasso. Existem, porém, casos bem felizardos quanto as continuações, exemplos onde a obra pode até melhorar através de uma nova perspectiva. E é exatamente isso que aconteceu com Pai em dose dupla 2.

A estreia do dia traz uma comédia completamente repaginada. Aquele ar de exagero que havia no primeiro filme não está mais presente como antes. A mudança de clima, atores e personagens proporciona ao espectador um prazer cômico mais leve e familiar. Pai em dose dupla, de 2015, pode ser definido como uma ideia que não deu muito certo. Após cada gargalhada - cujo são poucas - durante os 95 minutos de filme, o vazio se instaura no público pelo simples fato de não haver conexão entre a ideia proposta e o teor cômico adulto que eles querem forçar.

Sob uma nova perspectiva, o público recebe uma sessão de boas risadas, com um roteiro coerente e personagens muito bem exploradas. Em Pai em dose dupla 2 existe uma cadeia ordenada de histórias que se abrem trazendo uma gama de importantes questões sobre a vida. Esse mesmo conjunto de fatos se entrelaçam para formar um emaranhado de complicações (dentro do universo das relações afetivas) para arrematar a atenção e reflexão do espectador. Por fim, a película causará nas pessoas o efeito de ponderação desejado, além da satisfação ao verem uma comédia que não deixa lacunas em seu objetivo.

O diretor e roteirista do filme, Sean Anders, acertou na (re)criação desse universo mais familiar, podendo agradar todos os públicos. A sequência cumpre seu papel de diversão durante os cem minutos, causando o sentimento de satisfação para os que saem das sessões. Um filme verdadeiramente prazeroso e bem feito.

                               

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