Resenha: Um Pressentimento Funesto | Agatha Christie

Título: Um Pressentimento Funesto
Autor: Agatha Christie
Editora: Globo Livros 
Número de páginas: 279
Classificação: Nenhuma descrição de foto disponível.
Sinopse: O que uma simples visita a uma velha tia em uma clínica geriátrica poderia ter de perigoso? Se você respondeu “nada” é porque não conhece o casal de detetives Tommy e Tuppence Beresford. Ao visitar Ada, tia de Tommy, eles conhecem uma misteriosa senhora que lhes faz perguntas estranhas e parece viver em um mundo só dela. Quando tia Ada morre subitamente, eles descobrem que a idosa misteriosa foi transferida às pressas para outro lugar por uma parenta distante, mas não sem antes deixar de presente para Ada um caríssimo e enigmático quadro.


Um pressentimento funesto é considerado um dos romances mais sinistros e engenhosos da Rainha do Crime e, mais de cinquenta anos após seu lançamento, continua a impressionar leitores de todas as idades.



                                                        Resenha

Confesso que demorei de começar a ler os livros da Agatha Christie, e me arrependo amargamente de não ter começado antes, pois agora tenho uma lista enorme pra ler, e pouco tempo na vida adulta. Haha’

Um Pressentimento Funesto, senti que é um livro feito, inteiramente, para os fãs do Detetive Tommy e sua assistente e esposa, Tuppence. Inclusive, na sua dedicatória, Agatha Christie menciona que o fez por conta das perguntas constantes do que aconteceu com o casal. Não acredito que tenha sido um livro premeditado, e sim escrito com o simples intuito de agradar aos fãs. 

Em contrapartida, acho uma ideia bastante interessante: o que acontece com detetives depois que se aposentam? Continuam com sede ao pote de encontrar mistérios aonde quer que vão? E é exatamente o que acontece no livro. O acaso comanda a narrativa do início ao fim. Isso pra mim foi uma faca de dois gumes; pois, apesar de ter uma explicação do porque ela foi em busca da história, e não ser alguém procurando um detetive aposentado, as coisas acontecerem ao acaso e continuam acontecendo por sorte; isso me irritou um pouco, pois de certa forma, os acontecimentos e descobertas pareciam fáceis demais.

Nem preciso falar da escrita da ilustríssima Agatha, não é mesmo? 0 defeitos. Muitos diálogos, e muitas explicações, o que é necessário, pois são demasiados acontecimentos e uma infinidade de personagens com nomes complicados; sem atenção, é fácil perder o rumo da história. O final também é ótimo, pois ela mastiga e te deixa inteiramente a par de todos os acontecimentos, e claro, com a explosão de mente que só um bom suspense é capaz de dar. Além disso, todos esses episódios te dão um nó na cabeça, fazendo você desconfiar de todas as pessoas, não conseguindo, de forma alguma, descobrir o final. 

Eu particularmente gosto de um final que me mostre mais o que acontece depois de todos os mistérios serem revelados; o que aconteceu com o vilão e com todas as pessoas que estavam envolvidas na história. Esse livro não me deu esse gostinho, achei o final corrido, com, de novo, descobertas ao acaso e poucas explicações para o desfecho. Não é um fato que diminua a pontuação da história, mas acho que poderia ter sido melhor finalizado.

De qualquer forma, eu adorei o livro. Gosto como a principal investigadora é uma mulher, e de como a história envolve principalmente pessoas mais velhas, +60, que é uma coisa rara de acontecer. Tenho apreço por livros que saem da caixinha.

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