Crítica | A Luz do Demônio

 Título: A Luz do Demônio

Direção: Daniel Stamm

Elenco: Virginia Madsen, Jacqueline Byers, Colin Salmon

Sinopse: Aqui, acompanhamos a jornada da freira Ann (Jacqueline Byers), funcionária de um hospital psiquiátrico-católico, onde médicos e padres se aliam para analisar casos e julgar pacientes que devem ser submetidos a rituais além da ciência. A instituição funciona dentro de uma escola de exorcismo divertidíssima: aqui, jovens padres aprendem sobre o ritual e estudam casos do passado para se especializar na prática. Mas só padres, porque a Igreja Católica proíbe esse ofício às mulheres. Até chegar a irmã Ann, claro.

                                                                         Crítica


Tem filmes com propostas tão ruins que é difícil entender como saíram do papel. A Luz do Demônio é uma cópia de tudo de mais básico que já vimos em filmes de exorcistas, com uma freira como protagonista. Esse diferencial poderia trazer novas temáticas e tornar o filme diferente, mas ele fica no nível mais raso da discussão. Tanto em estética como em conceito, o diretor Daniel Stamm entrega um filme fraco e esquecível.

Em A Luz do Demônio, as ocorrências de possessão demoníaca aumentaram nos últimos anos, segundo o Vaticano. Para ajudar a combater o crescente números de casos, a Igreja decidiu abrir uma escola voltada a treinar padres aptos para praticar exorcismos. A Irmã Ann está entre os alunos da escola, e, apesar de mulheres não serem permitidas na função, ela acredita que seu destino é realizar exorcismos. Quando um professor sente seu dom especial, permite que ela seja a primeira freira a estudar e dominar o ritual. Sua própria alma estará em perigo, pois as forças demoníacas que ela luta contra, revelam uma conexão misteriosa com seu passado traumático.

Sem dúvidas um dos maiores atrativos nesse tipo de filme é a representação do mal. Seja na forma como os possuídos são afetados ou na aparição do demônio em si, quando tem. Aqui não vemos nada além de uma mão demoníaca e a possessão é mais do mesmo, com direito a subir na parede de costas, barriga inchando com bebê do capiroto e ficar botando a língua pra fora.

Nem as aparições são criativas, ficando na mesmice de sombras e fundo do cenário quando a protagonista está de costas. Mas o final do filme consegue entregar a pior mistura possível, gente estranha possuída na luz do dia e ataque que termina com Ann sacando a cruz do bolso como se fosse uma pistola. Uma ação que não acontece de forma semelhante em nenhum outro momento do filme. É constrangedor.

Sabemos que é difícil encontrar originalidade em um subgênero tão saturado, mas A Luz do Demônio testa toda nossa inteligência com sua falta de coesão e engenhosidade. Com sustos tediosos e uma trama incorporada da preguiça, o filme nos faz querer torcer para as forças do mal em meio a tantos personagens rasos e equivocados. A história é inútil, os sustos não funcionam, a apresentação é uma bagunça e a mensagem é confusa e criticável.

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