Wicked - Parte dois | Crítica

Título:  Wicked - Parte dois
 Direção: Jon M. Chu 
Roteiro: Winnie Holzman, Gregory Maguire
Elenco: Ariana Grande, Cynthia Erivo, Jonathan Bailey

Sinopse: 

Wicked: Parte II acompanha o capítulo final da história não contada das Bruxas de Oz. Agora, Elphaba e Glinda estão separadas e devem enfrentar as consequências das ações e decisões que tomaram. Enquanto Elphaba segue demonizada como a Bruxa Má do Oeste, exilando-se na floresta de Oz, Glinda vive as glórias de ter se tornado o símbolo da Bondade no reino, morando no palácio da Cidade das Esmeraldas e desfrutando da fama e do glamour de ser amada por toda a população.

 Quando Glinda tenta intermediar uma reconciliação entre Elphaba e O Mágico, as coisas parecem piorar, afastando ainda mais as duas amigas. A visita de uma garota do Kansas vira tudo de cabeça para baixo, enquanto uma multidão se coloca contra a Bruxa Má, o que obrigará a dupla a se unir novamente.
                                                  Crítica

Wicked: Parte Dois já está entre nós! E chegou no momento perfeito: feriado, 20 de novembro, em todos os cinemas do país.

A história do segundo filme já começa nos fazendo relembrar uma grande verdade revelada no anterior: o Mágico de Oz (Jeff Goldblum) não passa de um farsante, um mentiroso sem poderes reais, cuja imagem de grande feiticeiro não passa de ilusão.

Ao lado dele, reencontramos três personagens que já nos são familiares do primeiro filme: Glinda (Ariana Grande), ainda dividida entre sua lealdade e princípios; Fiyero (Jonathan Bailey), agora mais envolvido emocionalmente e politicamente na trama; e Madame Morrible (Michelle Yeoh), cuja presença continua imponente e cheia de segredos.

Essas figuras dão o tom inicial da narrativa, preparando o terreno para tudo o que está prestes a explodir em Wicked: Parte Dois.

Nesse segundo filme, vemos Elphaba (Cynthia Erivo) ser completamente injustiçada e apresentada ao povo como a temida Bruxa Má do Oeste. A narrativa deixa claro desde o início que essa fama não passa de uma grande manipulação.

Logo nos primeiros minutos, Elphaba surge atrapalhando os planos do Mágico de Oz, que tenta controlar tudo e todos. Ela se coloca entre ele e seus projetos cruéis, especialmente quando descobre o destino sombrio reservado aos animais do reino, que estão perdendo suas vozes e suas liberdades.

Movida por coragem e empatia, Elphaba começa o filme lutando contra um sistema inteiro  e é exatamente essa luta que faz dela a “vilã” aos olhos de Oz, mas a verdadeira heroína aos nossos.

Já no reino de Oz, Glinda (Ariana Grande) brilha como sempre. Seu jeito carismático, doce e encantador conquista o povo com facilidade , mesmo que, ás  vezes, ela se mostre um pouco manipulável diante de Oz e da Madame Morrible (Michelle Yeoh).

Sua popularidade cresce, mas também o peso das decisões que ela precisa tomar, especialmente quando seu caminho volta a se cruzar com o de Elphaba.

Quando Glinda tenta intermediar uma reconciliação entre Elphaba e o Mágico, a situação acaba tomando um rumo inesperado e bem diferente do que ela imaginava. Em vez de aproximá-las, suas boas intenções só pioram as coisas, criando ainda mais tensão e afastando de vez as duas amigas.

O que eu achei?

Wicked: Parte Dois era, sem dúvidas, um dos filmes que eu estava mais ansiosa para assistir, criei muitas expectativas e já contava os dias para a estreia. E posso dizer que ele entrega exatamente aquilo que promete.

O enredo, cheio de emoção e reviravoltas, prende do início ao fim. E o elenco é simplesmente impecável. Cada ator traz uma força tão grande para seu personagem que fica impossível não se envolver totalmente com a história. É um daqueles filmes que conquista o público pela combinação perfeita entre narrativa, música, atuação e coração.

Mas preciso fazer uma ressalva importante sobre algo que senti. Nesse segundo filme, vários personagens que conhecemos no primeiro retornam, porém, para mim, ficou a impressão de que a história queria desenvolver mais profundamente esses coadjuvantes, só que isso não aconteceu da melhor forma.

Em alguns momentos, parece que a narrativa tentou expandir seus arcos, mas acabou deixando tudo um pouco corrido ou superficial, como se faltasse tempo para explorar todo o potencial deles. 

Para quem gostou do primeiro filme, eu indico fortemente que assista a essa segunda parte. O longa tem 2h26 de duração e, mesmo com alguns pontos que poderiam ter sido mais explorados, ele cumpre muito bem seu papel.

Tenho certeza de que vai entreter e emocionar os telespectadores, trazendo uma conclusão grandiosa e cheia de magia para essa história tão amada.


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