Em uma festa de caça ao tesouro, organizada pela banda de Misha e seus amigos, ele acaba vendo um vídeo de uma garota chamada Ryen. É então que ele descobre que a garota com quem troca cartas há anos está na mesma festa que ele.
Quando finalmente interagem, Misha percebe que Ryen não é nada parecida com a garota que ele idealizou ao longo desse tempo. Ela é loira, popular e passa a imagem de uma verdadeira patricinha, muito diferente da pessoa sensível e profunda que ele conhecia pelas cartas.
Misha deixa de escrever há três meses, por conta de uma tragédia em sua família. O acontecimento não é muito explorado no livro, o leitor só descobre o que realmente aconteceu no final da história, o que acrescenta ainda mais impacto emocional à narrativa.
Do nada, Misha aparece na escola de Ryen e passa a frequentar as aulas como se sempre tivesse estado ali. O motivo? Ele foi até lá para recuperar três coisas ligadas à sua família. O quê exatamente? Não posso contar, porque isso seria um baita de um spoiler.
A partir desse ponto, a história ganha um ritmo mais intenso, cheio de tensão, jogos psicológicos e conflitos emocionais.
Ryen se vê intrigada por aquele garoto misterioso, com um piercing na boca e o corpo coberto de tatuagens. Já Misha, por outro lado, passa a tratá-la de forma cruel, sendo um verdadeiro babaca e praticando bullying.
A atitude dele vem da raiva e da frustração: para Misha, Ryen se mostrou uma pessoa nas cartas, mas na vida real parece ser alguém completamente diferente. Ele se sente enganado e desconta isso nela.
Mas fica a dúvida: Ryen é a garota sensível e verdadeira que se revelou nas cartas, ou apenas uma patricinha fútil ?
O que eu achei?
Punk 57, da autora Penelope Douglas, foi uma leitura indicada em um grupo de clube do livro. E o que dizer? Comecei essa leitura sem criar nenhuma expectativa, e o livro me entregou muitos surtos ao longo da história.
Vale mencionar que não é uma leitura para qualquer pessoa. A obra aborda temas sensíveis e é indicada exclusivamente para maiores de 18 anos, o que torna importante conferir os gatilhos antes de iniciar a leitura.
Sobre os plots e reviravoltas, a autora Penelope Douglas simplesmente me tapeou várias vezes. Cada virada da história aconteceu quando eu menos esperava, nada seguiu o caminho óbvio, e isso tornou a leitura ainda mais intensa e surpreendente.
A narrativa e a escrita da autora são rápidas e extremamente envolventes, daquelas que prendem o leitor desde as primeiras páginas. Eu simplesmente devorei essa leitura em dois dias, movida pela curiosidade de descobrir os plots e reviravoltas. Até tentei ler devagar… mas falhei miseravelmente.
Durante a leitura, surtei várias vezes no grupo do WhatsApp com as meninas que também estavam lendo o livro, porque Punk 57 definitivamente não é uma história que se lê em silêncio e sozinha.
Finalizo essa resenha dizendo que vale a pena, sim, ler Punk 57, mas com algumas ressalvas. Senti falta de um maior desenvolvimento na reconciliação entre Misha e seu pai, já que a autora apenas menciona.
Outro aspecto que me incomodou foi o fato de Ryen perdoar Misha com muita facilidade, considerando tudo o que ele fez com ela. Para mim, esse perdão foi muito rápido e ela poderia ter feito ele sofrer um pouquinho.











Nenhum comentário:
Postar um comentário