Resenha: Punk 57 | Penelope Douglas

Título: Punk 57
Autora  Penelope Douglas
Editora: The Gift Box
Editora: 455

Sinopse: 

“Nós éramos perfeitos juntos. Até nos conhecermos."
Misha
Não posso deixar de sorrir com a letra da música em sua carta. Ela sente a minha falta. Na quinta série, minha professora organizou duplas com colegas de uma escola diferente. Pensando que eu era uma menina – por causa do meu nome – a outra professora me juntou com a sua aluna, Ryen. Minha professora – acreditando que Ryen era um garoto – concordou. Não demorou muito para descobrirmos o erro. 

E, em pouco tempo, estávamos discutindo sobre tudo. A melhor pizza para viagem. Android vs. iPhone. Se Eminem é ou não o melhor rapper de todos os tempos... E foi assim que começou. Nos sete anos seguintes, éramos só nós. Suas cartas são sempre escritas em papel preto com caneta prateada. Às vezes, recebo uma por semana ou três em um dia, mas eu preciso delas. Ela é a única que me mantém nos eixos, me acalma e aceita quem eu sou por inteiro. Nós só tínhamos três regras: nada de redes sociais, sem números de telefone e nenhuma fotografia.
Nós tínhamos um lance bacana. Por que arruinar isso? Até eu deparar com uma foto de uma garota, online. Com o nome de Ryen, que ama a pizza do “Gallo” e idolatra seu iPhone. Quais eram as chances? Que se f*da. Preciso encontrá-la. Só não imaginava que odiaria o que descobri.
Ryen
Ele não escreve há três meses. Algo não está certo. Ele morreu? Foi preso? Conhecendo Misha, nem um dos dois seria um exagero. Sem ele por perto, estou ficando maluca. Preciso saber que alguém está me ouvindo. A culpa é minha. Devia ter pedido seu número de telefone, foto ou algo assim. Ele podia ter sumido para sempre. Ou poderia estar bem debaixo do meu nariz, e eu nem sequer desconfiava.
                                                Resenha

Punk 57, da autora Penelope Douglas, foi o primeiro livro que li dentro do gênero Bully Romance. Aqui conhecemos Misha, baterista e cantor de uma banda que está começando a ganhar espaço e visibilidade, e Ryen, a nossa mocinha, intensa, cheia de camadas e bem diferente do que aparenta à primeira vista. 

Os dois não se conhecem pessoalmente; eles trocam cartas há anos e, ao longo do tempo, se tornaram verdadeiros amigos. Existe uma conexão genuína e verdadeira.

Em uma festa de caça ao tesouro, organizada pela banda de Misha e seus amigos, ele acaba vendo um vídeo de uma garota chamada Ryen. É então que ele descobre que a garota com quem troca cartas há anos está na mesma festa que ele.

Quando finalmente interagem, Misha percebe que Ryen não é nada parecida com a garota que ele idealizou ao longo desse tempo. Ela é loira, popular e passa a imagem de uma verdadeira patricinha, muito diferente da pessoa sensível e profunda que ele conhecia pelas cartas.

Misha deixa de escrever há três meses, por conta de uma tragédia em sua família. O acontecimento não é muito explorado no livro, o leitor só descobre o que realmente aconteceu no final da história, o que acrescenta ainda mais impacto emocional à narrativa.  

Do nada, Misha aparece na escola de Ryen e passa a frequentar as aulas como se sempre tivesse estado ali. O motivo? Ele foi até lá para recuperar três coisas ligadas à sua família. O quê exatamente? Não posso contar, porque isso seria um baita de um spoiler.

A partir desse ponto, a história ganha um ritmo mais intenso, cheio de tensão, jogos psicológicos e conflitos emocionais.

Ryen se vê intrigada por aquele garoto misterioso, com um piercing na boca e o corpo coberto de tatuagens. Já Misha, por outro lado, passa a tratá-la de forma cruel, sendo um verdadeiro babaca e praticando bullying.

A atitude dele vem da raiva e da frustração: para Misha, Ryen se mostrou uma pessoa nas cartas, mas na vida real parece ser alguém completamente diferente. Ele se sente enganado e desconta isso nela.

Mas fica a dúvida: Ryen é  a garota sensível e verdadeira que se revelou nas cartas, ou apenas uma patricinha fútil ?

O que eu achei?

Punk 57, da autora Penelope Douglas, foi uma leitura indicada em um grupo de clube do livro. E o que dizer? Comecei essa leitura sem criar nenhuma expectativa, e o livro me entregou muitos surtos ao longo da história.

Vale mencionar que não é uma leitura para qualquer pessoa. A obra aborda temas sensíveis e é indicada exclusivamente para maiores de 18 anos, o que torna importante conferir os gatilhos antes de iniciar a leitura.

Sobre os plots e reviravoltas, a autora Penelope Douglas simplesmente me tapeou várias vezes. Cada virada da história aconteceu quando eu menos esperava, nada seguiu o caminho óbvio, e isso tornou a leitura ainda mais intensa e surpreendente.

A narrativa e a escrita da autora são rápidas e extremamente envolventes, daquelas que prendem o leitor desde as primeiras páginas. Eu simplesmente devorei essa leitura em dois dias, movida pela curiosidade de descobrir os plots e reviravoltas. Até tentei ler devagar… mas falhei miseravelmente.

Durante a leitura, surtei várias vezes no grupo do WhatsApp com as meninas que também estavam lendo o livro, porque Punk 57 definitivamente não é uma história que se lê em silêncio e sozinha. 

Finalizo essa resenha dizendo que vale a pena, sim, ler Punk 57, mas com algumas ressalvas. Senti falta de um maior desenvolvimento na reconciliação entre Misha e seu pai, já que a autora apenas menciona.

Outro aspecto que me incomodou foi o fato de Ryen perdoar Misha com muita facilidade, considerando tudo o que ele fez com ela. Para mim, esse perdão foi muito rápido e ela poderia ter feito ele sofrer um pouquinho.

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