A Noiva! (2026) | Crítica


Título: A Noiva! (2026)

Direção: Maggie Gyllenhaal

Roteiro: Maggie Gyllenhaal

Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale, Jake Gyllenhaal, Annette Bening, Penelope Cruz, Peter Sarsgaard

Gênero: DramaFicção CientíficaRomanceSuspenseTerror

Classificação:4/5

Sinopse: A Noiva! se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua trágica morte é encomendada pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede por uma companhia para a Dr. Euphronius. Os dois, então, trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Logo, a jovem descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver num romance selvagem e explosivo.

Crítica:

Chega aos cinemas nesta quinta feira A Noiva! Segundo longa-metragem  como diretora da também atriz - e que aqui também assina o roteiro - de Maggie Gyllenhaal. Mas não se engane, este não é um remake de A Noiva de Frankenstein (1935). A proposta é um pouco... Diferente. Aqui Maggie se permite reimaginar o que teria acontecido se Mary Shelley - autora original do livro Frankenstein - não tivesse morrido aos 53 anos de um câncer cerebral? Como ela teria escrito a continuação da sua obra mais célebre?

Com esse ponto de partida, Maggie Gyllenhaal no apresenta a Ida, uma dama de companhia escolhida a dedo para sua morte e cujo "renascimento" como A Noiva se dá  não só através do chamado de Mary Shelley - ambas interpretadas magistralmente por Jessie Buckley - mas também pelas mãos da Doutora Euphronius (Annette Bening), a pedido de um tímido e solitário Frankenstein (Christian Bale) que está a mais de um século sem nenhum tipo de companhia. Mas a forma como Maggie Gyllenhaal escolhe contar essa história torna esse longa único. 

A começar pela mudança de gênero do filme que antecede, sai do terror e vai pra ficção científica, drama, romance e porque não um pouco de tensão e suspense. Aqui se estabelece uma nova versão de Bonnie e Clyde, mas mostrando a perspectiva do feminino. O que acontece com uma mulher quando ela diz não? Que tipo de comportamento é despertado quando ela dança livremente ou se mostra inocente? Ou quando tem opinião? Ou quando escolhe uma profissão diferente do que é  preestabelecido? Quais são as consequências de sua existência e para que ela serve? Maggie pega todos os questionamentos e contextualiza numa corrupta Chicago dos anos 1930 e se permite reimaginar por uma ótica disruptiva. 

Com uma maquiagem singular, ambientação de encher os olhos, ações delirantes, atuações marcantes e uma perspectiva inovadora, A Noiva! é exatamente o que se propõe a ser. Ainda que possa assustar alguns por optar pelo violento, sujo e grotesco em muitos momentos, o longa brilha no lúdico e na homenagem a era de ouro de Hollywood regada a muito cinema e cabaré. É sem duvida alguma uma experiência que merece ser vista e refletiva nas grandes telas.

Boa sessão para você!

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