Resenha: Sociedade dos meninos Gênios | Lev AC ROSEN


Título: Sociedade dos meninos Gênios
Autor: Lev AC ROSEN
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 544
Classificação: ★★★★★

Sinopse:

Chantagem, mistério, confusões de gênero, coelhos falantes e um assassino autômato: mergulhe na trajetória de Violet Adams, que assume a identidade de seu irmão gêmeo para conseguir uma vaga na mais prestigiada universidade de Londres, que é exclusiva para meninos. Inspirado em clássicos como Noite de reis, de Shakespeare, e A importância de ser honesto, de Oscar Wilde, Sociedade Dos Meninos Gênios traça um retrato pitoresco e provocativo da aristocracia vitoriana, oferecendo diversão, aventura e uma reflexão bem-humorada sobre a questão do gênero. 

Resenha:

Suspense...
Ciência...
Uma protagonista instigante...
E um passado com essência futurista...

Esses foram os elementos escolhidos para criar um livro sagaz, arrojado e sedutor:
Mas o autor Lev AC Rosen, em uma atitude nada acidental, deixou cair todo um elenco inspirador, e divertido. Travessuras. Ameaças. E o elemento X, o Romance!
E assim, foi lançado o livro...
A Sociedade dos meninos Gênios!

Usando sua ultra capacidade de nos absorver em um mundo completamente novo, este livro nos apresenta os gêmeos Adams, Violet e Ashton. Em um plano travesso, com o objetivo de mostrar ao seu mundo que as mulheres poderiam fazer muito mais do que dançar, e tinha muito mais qualidades do que seus atrativos típicos de feminilidade. Uma mulher poderia ser um gênio, e como tal ter acesso ao melhor. A faculdade de Illyria!
(Pausa dramática)

Violet Adams, uma cientista genial especializada em mecânica, adolescente de 17 anos, filha de um renomado astrônomo, gêmea de Ashton, um poeta com alma boêmia. A mãe deles morrera no parto e foram criados sob os cuidados carinhosos da sra.Wilks, sua governanta. 

Vivem na época vitoriana de Londres. Onde uma mulher não tem outro dever que não seja, casar, ter filhos e cuidar da casa.  Mas nossa Violet não poderia se satisfazer com isso. Não, essa não era a realidade que queria para si. Crescera cercada pela ciência, encantada pela engrenagens, e seduzida pela magia de as juntar e criar algo inovador. Passara a maior parte de sua vida no laboratório que construíra para si, na adega da casa. Mas era chegada a hora de mostrar ao mundo do que era capaz, revolucionar sua vida, e, assim, abrir o caminho para outras mulheres tão geniais quanto ela.

Violet iria entrar para a faculdade de Illyria, onde apenas gênios masculinos poderiam adentrar. Às mulheres, nem mesmo uma visita era permitida. E aí entra a travessura, como já vimos em vários filmes (ela é o cara – coisas de meninos e meninas), Nossa moça, nem tão comportada assim, assume a identidade de seu irmão, para conseguir uma vaga nessa prestigiada universidade. O plano era passar um ano tendo suas aulas, criar algo genial e surpreendente, e após expor algo de tamanho valor intelectual, revelar o seu disfarce, o que arrancaria suspiros e exclamações, e faria o Duque de Illyria não ter outra escolha a não ser passar a aprovar a inscrição de mulheres na instituição.

Ah! Algo comum, clichê, o que há de especial nisso afinal?

Respondo essa pergunta apresentando o conceito do tempero especial utilizado pelo autor nessa trama:

STEAMPUNK¹: é um subgênero da ficção científica que se tornou conhecido entre o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. O estilo se trata de obras ambientadas no passado, ou num universo fictício semelhante a uma determinada época real da história humana, onde os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, porém foram produzidos através da ciência disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. O subgênero é frequentemente associado ao futurista cyberpunk

Isso mesmo! Prepare-se para um universo de autômatos, furões com asas de morcego, coelhos falantes, um porão misterioso que abriga desde gatos invisíveis a algumas coisas mais...tudo resultado das experiências dos meninos geniais que habitam os corredores da universidade.E algumas invenções divertidas fora dos corredores também, criadas não só por adolescentes gênios travessos, mas por uma certa governanta, que na ausência de seus protegidos ganhou um certo gosto por juntar engrenagens:

 - Então – a srs. Wilks continuou – comecei a trabalhar um pouco. Mais como uma brincadeira. E fazendo a limpeza, é claro. Mas então, uma noite, estava sentada aqui, e algumas das peças em que estava mexendo caíram no meu colo e...eu tive uma ideia. Desde então, venho trabalhando nisto.
[...]- É um aparelho vibrador terapêutico – [...] – alivia o estresse – ela disse, e então gradualmente abriu um sorriso irônico.
Abriu um sorriso malicioso não foi? É, eu também não pude evitar isso nessa parte.

Vamos nos envolvendo na história de Violet, rindo e por vezes até fechando o livro pra respirar e meditar sobre certas situações. Torcemos por ela e seus amigos, suspiramos pelo Duque. Ficamos com os olhos arregalados em várias partes de tensão, e suspiramos satisfeitos ao terminar de ler a última linha.

Levei três dias viajando pelo mundo narrado por Lev AC Rosen, a propósito esse livro é sua estreia, devo lhe dar um merecido Parabéns. Um Oscar Literário! Fico no aguardo de mais histórias atónitas como essa. 

Termino essa resenha ainda suspirando pelos jovens amigos encantadores que deixei nos laborátorios de Illyria. O que está esperando para visitá-los? Garanto, são extremamente acolhedores.

¹http://www.infoescola.com/generos-literarios/literatura-steampunk/

Por: Jéssika Malvina

2 comentários:

  1. Oi Jéssika! :)

    Esse livro parece ótimo! Está na minha lista de desejos, com certeza! Espero ter uma oportunidade de comprá-lo logo! :D

    Beijos,
    Rafa Mello-Eu + Livros
    www.eumaislivros.com.br

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  2. AMEI a resenha!
    Tem tudo que o um bom livro deve ter *-* Fiquei apaixonada só pela sinopse e depois da sua resenha mais ainda!
    Espero poder ler este livro logo :)

    Beijos!
    tamigarotaindecisa.blogspot.com.br

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