Resenha: O Mundo Perdido | Michael Crichton

Resultado de imagem para o mundo perdido livroTítulo: O Mundo Perdido
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Número de páginas: 479
Classificação: ★★★★★
Sinopse: 
Seis anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Jurassic Park. Seis anos, desde que o sonho extraordinário, nos limites entre a ciência e a imaginação humana, acabou se tornando um trágico pesadelo. A Isla Nublar não era o único lugar usado por John Hammond em suas pesquisas genéticas de ponta. Agora, o matemático Ian Malcolm e uma equipe de cientistas – além de certos “pequenos clandestinos” – devem explorar outra ilha na Costa Rica, repleta dos mais perigosos dinossauros que já caminharam pela Terra.

Resenha –

Seis anos após os acontecimentos de Jurassic Park (resenha aqui), o paleontólogo Richard Levine descobre o evento ocorrido na Isla Nublar. Em busca de respostas, ele parte para a Isla Sonar, um mundo perdido na Costa Rica no qual ele acredita que os dinossauros ainda vivam. Entretanto, Levine tenta se comunicar com sua equipe em terra e ao que tudo parece, ele está em perigo.





A equipe, que conta com a negativismo de Ian Malcolm, parte então em busca de Levine e se depara com um novo habitat composto apenas por dinossauros, uma floresta que explode em fauna e flora. O cenário é bem construído, assim como no primeiro livro. Além disso, conta com um mapa e as espécies de dinossauros relatadas no livro, o que torna a visualização da cena e a experiência como um todo muito melhor. 
   A narrativa nem sempre é legível, e isso foi o ponto negativo que encontrei na história. Muitas cenas são relatadas de uma forma que por vezes eu me perdia no enredo. Não que tenha um sido um ponto tão negativo, mas por vezes eu me sentia muito leigo dentro do assunto.
   E para não falar apenas de pontos negativos, uma gratificante surpresa foi Sarah Harding, uma personagem que não espera ninguém para tomar atitudes. Achei incrível a maneira que Crichton a construiu, para ser inclusive mais forte  fisica e psicologicamente  que os homens da narrativa. Não estamos falando de uma mulher "masculinizada", mas sim, feminista e cheia de convicções. 
   Michael Crichton conseguiu criar uma sequência tão boa quanto seu antecessor (mas não melhor, acreditem!), um mérito levando em consideração que muitas continuações não conseguem atingir esse nível de qualidade.




   Ah! Para aqueles que já assistiram a adaptação do livro, "Jurassic Park: O Mundo Perdido", acreditem: não é de nem mesmo de longe a mesma coisa. Enriquecido de detalhes e uma obra muito mais complexa e intrigante, O Mundo Perdido é uma parte da ficção científica que vai longe quando se trata do termo evolução. O livro precisaria de uma série adaptada para passar o potencial da obra.
   A edição é vermelha e com lombadas pintadas de preto, uma versão oposta à edição de Jurassic Park. Com certeza uma edição digna para os padrões do livro e da editora Aleph.

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