Resenha:Eu,robô | Isaac Asimov

Eu, RobôTítulo: Eu, robô
Autor:  Isaac Asimov
Editora: Aleph
Número de páginas: 315
Classificação:   





Sinopse:Em um dos grandes clássicos da ficção científica, e talvez seu livro mais influente, Isaac Asimov define as normas do comportamento robótico e narra o desenvolvimento das máquinas em nove histórias interligadas: desde os primeiro autômatos, incapazes de falar, até os robôs super inteligentes, aptos a tomar decisões que podem afetar os seres humanos.



                                             Resenha



Claro que inicialmente cada robô era devidamente construído com três leis básicas: a de nunca ferir um humano, por ação ou inaçao. A de nunca desobedecer uma ordem e a de nunca se deixar ferir. Sempre lembrando que uma lei se sobrepunha as outras respectivamente.


A segunda história da dra Calvin, O mentiroso conta a história de um robô que lia mentes, e assim como dito pela doutora, “ o único do gênero, não houve outro antes nem depois. Um  Herbie era um robô interessantíssimo que lia mentes. Aquela época alguns curiosos chegavam a lhe perguntar coisas em buscar de respostas. Geralmente saindo muito deliciosos por comprovarem a veracidade do robô. Até que enfim soube se da verdade. A primeira lei diz claramente que nenhum humano deve ser ferido por um robô. Mas como? Para um robô que lia mente isso poderia ser levado ao lado emocional da coisa, causando uma confusão terrível de muitos corações partidos na empresa que trabalhava doutora Susan Calvin. Claro, que não era intencional de Herbie mas acabou levando a seu próprio fim num paradoxo de dilema criado pela doutora.


“ Você não pode contar a eles – disse a psicóloga monótona e lentamente – porque isso causaria mágoa e você não deve causar mágoa. Mas, se não contar a eles, vice os mágoa, então precisa contar. E, se não contar, você mágoa, então precisa fazer isso [...]”


 E por fim,  “Evidência” relata a história Stephen Byerley, um promotor público candidato a política, com um histórico um pouco duvidoso para seu então rival político sr. Quinn. Byerley nunca era visto comendo, dormindo, ou usando o banheiro sequer alguma vez, nunca mandou qualquer um preso mesmo que tivesse todas as provas para isso, era extremamente bom e gentil, até demais, e jamais bateria em alguém.

 Para Quinn, Byerley nada mais era do que um robô, mas numa era em que os humanos tinham tanto medo da dominação tecnológica robótica, seria mesmo possível que um robô tenha tomado conta de uma posição política tão elevada? A história circula em torna de tentar a todo custo com a ajuda da própria dr Calvin a descobrir a verdade.



 “... Glória se agarrou ao pescoço do robô com tanta força que teria asfixiado a qualquer um que não fosse de metal, e tagarelava coisas sem sentido em um frenesi quase histérico. Os braços cromados de Robbie (capazes de dobrar uma barra de aço de 5 centímetros de diâmetro como um pretzel) envolviam a garotinha com delicadeza e ternura, e seus olhos tinham um brilho vermelho muito intenso.”

O livro tem uma linha cronológica bem definida e uma história bem atada. Dra. Calvin nos leva a pensar na imensidão de uma revolução robótica, em seres tão perfeitos, e complexos... cada uma dessas histórias nos leva a imaginar até que ponto isso é possível e quando realmente vai acontecer? 

As máquinas vão nos substituir, nos ajudar, pensar, serem tão perfeitas, e ao mesmo tempo tão frágeis pelo inconcluso de um dilema sem fim? Pessoalmente faltou aquela “ação” aquele “tcham” que nos faz devorar voando as páginas dos livros. 

Mas é um livro agradável de se ler e refletir. Ele também não segue o nosso fluxo de achar que algo vai acontecer é acontece. O que você pensa que pode acontecer, muitas vezes pode ficar indefinido. Claro que nem sem sempre.

 Enfim para quem amar uma ficção científica acaba por se tornar uma história interessantíssima. E no fim, até uma boa leitura pra quem quer sair da mesmice.

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