Crítica: Resident Evil 6 - O capítulo final | Paul W. S. Anderson

Título: Resident Evil 6 - O capítulo Final
Diretor: Paul W. S. Anderson 
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Distribuidora: Sony Pictures do Brasil
Classificação: No automatic alt text available.

Sinopse: A humanidade está prestes a sucumbir perante o mortal T-vírus e a praga que transforma os humanos em zumbis que buscam apenas satisfazer a necessidade de se alimentar. Para evitar esse desfecho maquiavélico, Alice tem 48hs para retornar a cidade de Raccoon, e impedir que o vírus desenvolvido pela Umbrella Corporation elimine a raça humana do planeta Terra.
                                                Disclaimer

Antes de começar, quero dizer que sou um fã de Resident Evil. Por fã, acredito que existem dois tipos: O primeiro, quando se identifica com uma obra quer que essa obra seja sempre bem representada, como aquela primeira sensação que lhe causou uma sensação de conforto, empatia, felicidade. E quando algo que possui as mesmas características que essa obra, mas, não é igual, ou não se adequa da mesma maneira, o primeiro tipo de fã se descabela, não suporta, não aceita. O segundo tipo de fã ama. Ama sem restrições. Não é mais fã que o primeiro tipo de fã, e concorda com o primeiro em todos os aspectos do porque a obra prima - no caso, o jogo - é melhor e o filme está bem atrás, mas consegue aceitar e amar os dois em separado. Esse fenômeno, caro leitor, não sei se acontece com você em alguma saga que você acompanha e tem várias mídias (série/livro/filme), mas definitivamente acontece comigo quando se trata de Resident Evil e algumas outras sagas.

Dito isso e feito esse pequeno disclaimer, quero fazer uma separação. Essa resenha é só sobre o filme. Não tem como comparar a obra original com essa, na minha visão, homenagem, que o diretor Paul W. S. Anderson tenta fazer nessa sextalogia. A história da série de filmes se passa, inicialmente em Raccoon City, onde a empresa farmacêutica pero no mucho Umbrella Corporation tinha sua "base" e realizava testes de todos os gêneros, inclusive virais...o vírus escapa nesse escritório e causa um acidente sem precedentes e, bom, acho melhor a própria Milla Jovovich fazer um resumo da saga aqui - aliás, bem ao estilo Samuel L. Jackson falando sobre Game of Thrones.

                                                Crítica

O filme, diferente dos seus antecessores, começa sem uma sequência. Talvez pela diferença de tempo de lançamento - do Resident Evil Afterlife (4º filme da franquia, 2010) para o Resident Evil Retribuição (5º filme em 2012) foi apenas de 2 anos e, para esse sexto filme, o intervalo foi de 5 anos, com alguns problemas, como acidente de dublê, refilmagens, mudanças de sets. Fato é que, a interligação entre o seu anterior fica na imaginação do telespectador. A partir do momento em que Alice (Milla Jovovich) sai de um túnel até o fim do primeiro ato do filme, a primeira palavra para definição seria "intenso". 

Cenas rápidas, ação pura, sustos rápidos de pular da cadeira. Fatores que elevaram a franquia Resident Evil como uma franquia respeitável no entretenimento. 

Já no segundo ato, um jogo de caça e caçador entre Alice (Milla Jovovich), Wesker (Shawn Roberts) e Dr. Isaacs (Iain Glen), sendo que os dois últimos tentam impedir a chegada de Alice a instalação da Umbrella para se encontrar com uma aliada inesperada sem spoilers. Possui uma clara referência atual ao último filme de Jogos Vorazes, com armadilhas e subterfúrgios criados pelos dois vilões da trama - aproveito a oportunidade para destacar o papel do Dr. Isaacs. Talvez pela fama que recebeu, roubou a cena em todos os momentos que apareceu em cena.

E o último ato, por fim, é uma ponte de referências. Poéticas, referentes a jornada do herói - pra quem não sabe, a jornada do herói, é um modelo de história onde o herói segue alguns passos padrão para se tornar um herói. Não posso contar quais são, seria spoiler, mas há muito disso no ato final. Há uma clara homenagem ao clássico Robocop (1987) relacionada a uma demissão, além de outros elementos bem espalhados, quase que imperceptíveis referentes a cultura pop mais antiga. 

De ruim, o filme aborda pouco os conflitos humanos, talvez devido ao caráter urgente da trama. Possui uma ação exacerbada - não que eu tenha desgostado. Pra mim, todos os filmes deveriam de ser assim - mas não era o ritmo ditado pela franquia nos episódios anteriores, além ter alguns problemas sérios de continuidade, elemento vital, se tratando de encerramentos.

Pra terminar ....


Resident Evil (franquia cinematográfica) cumpriu a expectativa de me divertir. Teve seus erros e nenhum filme do qual eu possa falar que foi simplesmente fantástico. Para um fã que aprendeu a amar a obra cinematográfica, os filmes serviram para mostrar a Milla Jovovich com uma atuação plena em 15 anos de série e o desenvolvimento dela como atriz. Especificamente sobre o episódio 6, considero a experiência de vibrar (empolgação, tremer de medo, chorar e se emocionar quando uma cena pedir para tal) um ponto positivo e esse filme, da franquia, foi o único que me fez vibrar - com a ação de um vilão. Não é lindo, não é perfeito, mas é divertido. Vale o ingresso em uma sessão de quarta-feira.

Há boatos que dizem que a franquia Resident Evil será filmada conforme a história do jogo de mesmo nome e aí, sem sombra de dúvida, a história sobre os filmes será bem diferente.

E aí, tem alguma expectativa para esse filme? Discorda de alguma coisa? Só comentar...



                                            Por : Alvaro Dias

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