Resenha: Controle | Natalia Borges Polesso


Título: Controle
Autor: Natalia Borges Polesso
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 176
Classificação: Nenhuma descrição de foto disponível.

Sinopse: Conhecida por sua escrita ritmada, informal e envolvente, Natalia Borges Polesso apresenta, em Controle, uma narrativa impactante sobre relações homoafetivas entre mulheres, o poder do desafio e, acima de tudo, as escolhas que precisam ser feitas para que as pessoas se tornem quem elas querem ser. Mesclando citações de letras da banda New Order em seu texto, a autora escreve um romance geracional que permanecerá na mente do leitor.

A protagonista, Nanda, é epilética. Descobriu o transtorno ainda na infância, depois de uma queda de bicicleta, e sua vida nunca mais foi a mesma. Cercada de cuidado pelos pais, com medo de crescer e sair da casca protetora fornecida por sua condição, ela evita ao máximo o contato humano — exceto pela amiga, Joana. Mas compartilhar o que acontece na vida de outra pessoa não é como viver junto dela. Nanda se pergunta até quando conseguirá manter a rotina morna que leva. Porém, seu dia a dia será posto em xeque quando ela finalmente se der conta de que não viveu.






Resenha


Controle é um livro bem diferente do que tenho lido ultimamente. A história é contada de forma sutil, mas cheia de uma carga emocional e questionamentos, que são tão naturais ao ser humano. Ainda mais para alguém que viveu tão reclusa e protegida quanto a protagonista Nanda, que descobriu na adolescência a Epilepsia. Um quadro neurológico que afeta toda rotina e escolhas da pessoa que a possui. Eu gostei muito desse livro ao me trazer uma protagonista com esse transtorno (algo que nunca tinha lido antes) e mostrar como é a realidade de quem sofre disso. E todas as dúvidas que permeiam a vida do paciente epilético.

O livro é curto, com 170 páginas, mas possui a medida certa para que o leitor conheça e se envolva com a Nanda. Acompanhamos através dela, sua infância, as consequências do transtorno na sua vida familiar, social e amorosa. O livro é nacional e consegue mostrar bem a nossa realidade brasileira, pegando um período mais antigo entre anos 80 e 2000. A sinopse já apresenta a ideia de um romance entre duas mulheres, mas no livro é tudo muito singelo, platônico até, e tratado de uma forma bem natural. 

A escrita da autora é muito boa, envolvente e conquista o leitor. Para mim, o livro é muito mais sobre uma mulher que percebe como se tornou prisioneira da epilepsia, deixando de viver tudo aquilo que poderia ter vivido, e como as amizades e o apoio familiar são importantes.

É uma história que além de trazer muito informação legal sobre esse transtorno, busca mostrar a importância de viver, e de que nunca é tarde para mudar e experimentar coisas novas.



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