Resenha: Resident Evil: Submundo #4 | S. D Perry

Título: Resident Evil - Vol.4 - Submundo.
Autora: S. D. Perry
Editora: Benvirá
Páginas: 223
Classificação: Nenhum texto alternativo automático disponível.
Sinopse: Após sobreviverem com sucesso aos incidentes na mansão Arklay e na cidade de Raccoon, Leon, Claire e Rebecca e outros, recebem uma dica do misterioso Trent para investigar uma investigação da Umbrella que possui códigos de acessos a diversos documentos espalhados da organização. Entretanto, durante a expedição, eles revivem os incidentes com os zumbis e outros tipos de criaturas em diversos ambientes inóspitos...
                       Resenha

Segundo livro autoral da S. D. Perry, Submundo. E, inicialmente, o que eu tenho pra dizer, é que está anos-luz em questão de qualidade do livro anterior. 

Há o retorno de três personagens conhecidos da saga (Rebecca, Claire e Leon) e outros sobreviventes do livro autoral (David e John), há o esqueleto tradicional de Resident Evil nos livros - tensão + sub-objetivos antes de cumprir o principal objetivo + criaturas bizarras e, há um problema que realmente impacta no Resident Evil e explica coisas que ocorrem na história do jogo - mídia original. 

A dinâmica do livro, ao contrário dos outros, não separa os personagens. Eles agem, finalmente, como um esquadrão tático - finalmente mostrando porque eles são os S.T.A.R.S. Além disso, vemos nesse livro que a liderança do Leon também está começando a ser lapidada. Uma evolução natural do personagem, que, de "personagem que é feito de bobo", passa a elemento confiável, o pau pra toda obra.

O grande ponto de interrogação desse livro fica por conta do personagem enigmático "Trent". Por ser um personagem original, com o papel de ser um agente duplo, ainda não é possível verificar suas reais intenções e ainda, em qual momento as ações que ele toma pode impactar e se impactará na na transição entre a série dos games e a dos livros. 

Embora o ponto forte dos livros autorais sejam os personagens, esse acaba pecando em um aspecto nas relações entre os personagens. Um relacionamento amoroso entre dois sobreviventes de um ataque zumbi não é necessariamente original e, talvez entre os fãs de Resident Evil, a Claire, definitivamente não deve ficar com o Leon - não que eu seja um entendedor de relacionamentos românticos literários, não consigo entender a maioria, mas me pareceu artificial esse clima. 

Concluindo...

... Embora o segundo livro da série de Resident Evil também seja autoral, esse livro possui uma maior desenvoltura da autora. Parece que a mesma achou o tom da escrita quando se trata de Resident Evil. Algo frenético. Criaturas assustadoras e a sensação de urgência que não abandona o leitor em nenhum momento.

Há uma grande evolução entre os dois livros e, nessa linha, o próximo livro seja algo que se alinhe com os jogos e as transcrições literárias - que são feitas com maestria pela autora. A série Resident Evil ainda tem muito pra caminhar, já foram lançados outros três livros e estou lendo todos, mas, se tratando da mídia original, Resident Evil ainda tem mais 11 jogos sendo que, desses, 3 já foram transformados em livros. 

Ainda há muita água pra correr e a expectativa de que um livro autoral atinja esse ápice é tremenda. Pode parecer que eu, como leitor e fã, talvez não queira que a autora consiga alcançar os "livros já escritos" (ou jogos já jogados), mas como eu disse numa rede social, um fã se classifica em dois: quando é feito algo que desrespeita a obra original ou não se alinha, ele rechaça e despreza. Agora, quando é feito algo que foge da obra original, mas é possível perceber o amor das pessoas que tentaram realizar algo diferente, o fã - fã mesmo - se identifica com aquilo e quer o seu bem e esse é meu sentimento quando se trata de Resident. Quanto mais livros autorais da S. D. Perry tiver, mais feliz eu ficarei. E espero ansioso para que seus livros autorais tenham o mesmo sucesso que os "transcritos".


Escrito por Alvaro Dias

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